Natasha Sagardia - Porto Rico (JUNHO/2005)

Ela tem cara de criança, jeitinho de criança, mas pega altas ondas como uma veterana. Natasha Sagardia nasceu na Argentina e aos doze anos de idade foi morar em Porto Rico, onde começou a conhecer o bodyboard e se apaixonar por ele. Apresentando a vocês, NATASHA SAGARDIA.

Por Renata Cavalleiro


Mandando um el rolo em Rio das Ostras | Foto: Renata Cavalleiro

Sobre a atleta:
Aos 18 anos de idade, Natasha Sagardia é uma pessoa batalhadora. Trabalha em uma loja de comida vegetariana ("Viva Más"), é casada, faz faculdade de Estudos Ibero-Americanos e ainda tenta fazer com que o esporte se torne mais conhecido e valorizado em Porto Rico. Ela é vice-presidente da AIMS - "Associação Internacional de Mulheres Surfistas" e hoje está entre as TOP16 do Circuito Feminino Mundial.

Resultados:
Ela ficou em 5º lugar na terceira etapa do Latino Americano - 2005, em Rio das Ostras Já conquistou 5 títulos nacionais, foi campeã do Circuito Latino Americano em 2004, promovido pela ALAS - "Associação Latino Americana de Surf" e espera ter uma boa colocação final no Mundial de 2005, de preferência entre as TOP5.

Opinião sobre o bodyboarding brasileiro:
Natasha admira o potencial do bodyboard feminino no Brasil, país por onde já passou diversas vezes. Diz que Neymara Carvalho e Karla-Costa são imbatíveis, e também gosta de observar o estilo da bodyboarder Marina Taylor, das Ilhas Canárias. Seu tipo de mar preferido é com reef break, vento terral, direitas tubulares variando de 6 a 8 pés.


Lumar Guitard ao lado de Natasha | Foto: Renata Cavalleiro
 

O Bodyboard em Porto Rico
Ela reclama que em Porto Rico o surfe é mais valorizado que o bodyboard, apesar do numero de praticantes do bodyboard ser maior. As premiações em competições e os apoios/ patrocínios também são maiores no surfe feminino, em relação ao Bodyboard. Para vermos que essa é uma situação que vem se repetindo não só no Brasil, mas em vários países onde a moda do surfe pegou em cheio.


Antes da bateria no latino americano| Foto: Julio Cavalleiro
Apelo:
Natasha faz ainda um apelo: A Praia onde ela costuma cair, "Pine Groove", passa por uma situação delicada, pois o governo local está quase conseguindo a permissão para construir um hotel exatamente no local. Tal fato acabaria com as ondas do pico. Sua Associação está agindo de forma a impedir esse avanço e já conta com o apoio da mídia e de vários outros simpatizantes com a causa. A torcida aqui no Brasil também é grande! 


Dropando uma morra para Backdoor. Vai encarar?