Lyse Kitzinger - RJ (JUN/2007)
Por Garotas Bodyboarders.com
A niteroiense Lyse é avogada, professora de sociologia e bodyboarder. É ainda uma das poucas representantes femininas na arbitragem do bodyboard no Brasil. Aprendeu a pegar onda aos 8, começou a trabalhar em campeonatos como secretária aos 16, ficou um tempo afastada e em 2005 retornou ao Bodyboard com força total.


Lyse ao centro, junto com equipe técnica do Circuito ABBN

O que te levou a ser juíza no bodyboarding?
Eu comecei cedo. Moro em Niterói, Itacoatiara sempre foi minha segunda casa. Meu primeiro emprego foi aos 16 anos nos campeonatos da ABBN como secretária, trabalhando nos somatórios das ondas. Gostei muito e logo me interessei em fazer um curso para juíza ou árbitra de Bodyboarding. Tinha uns 18 anos quando fiz um curso para juiz de surf, já que na época trabalhava em campeonatos de surf e bodyboarding em Niterói. Depois, fiz um curso para árbitro de Bodyboarding com Bruno Calheiros e uma prova gigantesca, com parte teórica. Estagiei na ABBN e durante um ano na ABBERJ. Me apaixonei pela profissão. Mas o destino fez com que eu interrompesse a carreira... abandonei o Bodyboarding e me dediquei a um outro esporte, Muay Thai. Depois de quase dez anos, através de um encontro no site do orkut da galera da ABBN, em 2005, o Bodyboarding passou novamente a fazer parte da minha vida. Comprei uma prancha nova e meti na água... A ABBN voltou novamente com força total realizando dois campeonatos irados. Em janeiro de 2006 vi em um site que Chico Garritano iria dar um curso para árbitro. Me inscrevi, fiz o curso, a prova, estagiei e comecei o ano já julgando alguns campeonatos. Pretendo não parar tão cedo de julgar, voltei as minhas origens...rsrsrs!


Ao lado do ídolo Mike Stewart, em Rio das Ostras

Você também pega ou já pegou ondas?

Comecei a pegar ondas aos 8 anos de idade, com uma prancha de isopor. Aos 14 anos ganhei a minha primeira prancha de bodyboard, uma Match 77. Depois, uma Speedo laranja e uma BZ diamond. Fiquei um tempo sem pegar onda, mas em 2005 voltei com a força total. Hoje tenho uma BSD e uma Kung...minhas pranchas são minhas paixões!

Quais as maiores dificuldades no julgamento?
Em um julgamento, as maiores dificuldades estão em alguns fatores que podem comprometer a concentração dos juízes como: o tempo chuvoso, condições ruins de luminosidade, má alimentação e sede, cansaço, resultado dos dias longos de julgamento e número insuficiente de árbitros (para fazer revezamento). O árbitro precisa de concentração para que, com confiança, ritmo e memória, possa julgar as baterias.


Lyse Julgando no Kpaloa Musas

Qual o melhor sentimento após um dia de trabalho em uma competição?
A sensação após toda a premiação e término de um campeonato é de dever cumprido. Fico cansada, mas ao mesmo tempo realizada, pois amo o que faço. Julgar campeonatos de Bodyboarding me faz muito bem.

O que você recomenda para os atletas, na hora da bateria, no sentido de terem suas notas mais valorizada?
Que o atleta de Bodyboarding ao chegar no pico onde vai rolar o campeonato, possa identificar as condições do mar e seguir o critério informado pelo Beach Marshall. Na bateria o atleta deve buscar na sua onda, uma variação e combinação de critérios, aliado à velocidade, pressão e radicalidade. Buscar sempre o lip, a parte crítica da onda. Hoje, tenho uma oficina de Bodyboarding em Niterói e tento passar isso para os meus alunos.

E essa sua iniciativa... como é a satisfação em fazer a Oficina?
É o máximo. A Oficina do CEFEM é uma realização, tenho muito orgulho dos meus alunos, de estar conseguindo mostrar a eles o que é o bodyboarding, e de poder contar com várias pessoas importantes no esporte para ilustrar tudo o que o bodyboarding significa.



A Oficina do CEFEM acontece todas as quintas feiras

Em que profissionais você se espelha? Por quê?
Eu me espelho em profissionais competentes e que amam o esporte. Aqueles que valorizam o bodyboarding e querem ver o seu crescimento. Posso citar o Bruno Calheiros, Chico Garritano, Dudu Pedra, entre outros.

Quais são suas metas para os próximos anos na sua atuação como árbitra?
As minhas metas para o futuro são muitas. Pretendo continuar sendo árbitra de Bodyboarding e me dedicando cada vez mais. Busco fazer o melhor para o crescimeto do meu esporte e trabalhar sempre com seriedade para ver o Bodyboarding lá no topo. Pretendo continuar julgando os campeonatos da ABBN, do Kpaloa Musas do Bodyboarding e ainda conseguir uma chance de mostrar o meu trabalho no Circuito Estadual, e quem sabe no Circuito Brasileiro de Bodyboarding.


Com os alunos da oficina