Costa Rica - Danielle Beppe

Ir à Costa Rica foi realizar um sonho de conhecer praias diferentes com altas ondas e fundos diversificados. Essa viagem foi muito emocionante! Fomos eu e o Martín. Saímos de Taubaté – SP às 5:00hs rumo ao aeroporto de São Paulo. Chegando lá tivemos que aguardar as famosas 2hs de antecedência, mas tudo era alegria...
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Visual da Playa Hermosa
Finalmente embarcamos. A viagem durou + 7hs. Pousamos no Panamá e trocamos de avião (por sinal muito fraquinha – Aerolineas Argentinas) para chegar em San Jose (Costa Rica). Esse vôo dura aproximadamente 1h, mas no nosso caso durou 3hs por problrmas de visibilidade na hora do pouso. Nosso vizinho de poltrona ficou desesperado achando que iria morrer, acabamos segurando a onda do coitado... Então fomos parar no aeroporto de Manágua - Nicarágua. Detalhe: em toda viagem no 2º avião só nos deram um pãozinho muito mixuruca com um copo de suco! Depois de 1 hora decolamos novamente e retornamos à Costa Rica. Chegamos às 23:30hs.
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Dani encontrou uma cachoeira bem no meio da rua
Saindo do aeroporto fomos para o hotel, não agüentávamos mais, o dia inteiro viajando.
No dia seguinte alugamos um carro, e daí para frente só alegria!! Fomos para Hermosa + 1 ½ hs de viagem. Chegamos lá tinha entrado o swell e tinha 2 a 2 ½ de ondas, lá no fundo quebrando para direita e para esquerda, alucinante!!
Ficamos por 3 dias pegando as ondas de Hermosa. Depois resolvemos ir para o Oeste da Costa Rica, rumo a Tamarindo. Tivemos falta de sorte, pois não tinha ondulação.
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Na noite anterior conhecemos três californianos que juntaram conosco e gostaram da nossa idéia de ir para Roca Bruja. Então ficamos sabendo que teríamos que chegar na Playa del Coco e descolar um barco. O Martín, que é Argentino, foi pechinchar pra gente, pois se soubessem que tinha “gringos” no carro eles iam nos cobrar uma fortuna. Aí fomos..., tudo certo. Chegamos em Roca Bruja, beach break, tinha ½ metro de onda, e muito crowd... Pegamos umas ondinhas e fomos para outro pico pois Roca Bruja deve ser irado com no mínimo 1 metro pois é super fácil essa onda. Chegamos em um reef break, chamado El Labirinto. Só tinha direitas, sinistro... o fundo era de pedra e a onda terminava em uma costa gigantesca de pedra, poucos se arriscavam a dropar lá de trás, só rolava onda com a maré secando e no auge da maré seca as pedras ficavam submersas.
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Depois de umas 2hs de surf fomos para Oliens Point, beach break, um pico irado de direitas perfeitas abrindo... o sinistro era que tinha um rio que desembocava no pico e os ”cocodrillos” passavam por lá. ...bolei quando tive a impressão de ter visto um "cocodrillo" quando estava voltando de uma direita inacreditável de 5 manobras, comecei a gritar: COCODRILLO! COCODRILLO!, mas ele sumiu. Eu que não sou boba nem nada saí do pico e fiquei mais afastada, só que me ferrei!!! A onda é perfeita mas só dá para entrar nela se estiver no pico!!
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Depois de um dia inteiro de surf, em picos irados, voltamos para Tamarindo. No dia seguinte fomos conhecer outras praias mas o swell não chegou então não tinha muita onda, fomos para Playa Negra que quando quebra rola altas direitas e esquerdas em sua laje de pedra, Playa grande beach break onde pegamos umas boas merrecas direitas e esquerdas, lá também tem uma laje onde rolam altas, ...
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Pavones merrequinha...
Conversando com alguns locais ficamos sabendo que as ondas são relacionadas com a troca da maré, então resolvemos 3 dias depois de mar flat conhecer Playa Avellanas. Chegamos 7:30 fissurados para surfar. Trinta minutos depois o mar ficou clássico ½ metrão perfeito direitas e esquerdas, só eu de bodyboard e mais 3 surfistas. Foram 2 hs de mar perfeito, tão perfeito que retornamos por três dias no mesmo horário mas não tinha onda...

Resolvemos voltar para Hermosa pois não tinha onda e nem previsão de entrar em Tamarindo.
Chegando lá estava quebrando Jacó, então ficamos os últimos 6 dias de viagem surfando de manhã em Hermosa e final de tarde em Jacó.
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Pôr do Sol na Playa Dominical
Chegando lá estava quebrando Jacó, então ficamos os últimos 6 dias de viagem surfando de manhã em Hermosa e final de tarde em Jacó.

Para finalizar, resolvemos conhecer Pavones, reef break com as famosas esquerdas quilométricas, lá na costa leste. Então pegamos o carro e fomos. Fizemos uma escala em Playa Dominical, beach break, que é um pequeno povoado com mar de água barrenta e altas ondas. Surfamos um pouco e seguimos para Pavones. Chegando lá já sabíamos que não teria onda, pois só quebra com swell muito forte, mas conhecer pelo menos seria bom. Estava muito pequeno, mas tivemos que forçar uma barra.


Dormimos em um quarto muito precário pois as acomodações de lá não são muito boas.

Acordamos cedinho e fomos ver o mar, tinha subido um pouquinho, deu para pegar umas merrecas. A vontade de pegar as esquerdas quilométricas ficaram no sonho, mas valeu à pena. Tivemos que sair logo da água pois tínhamos que fazer a viagem de volta para o aeroporto de San Jose. No meio do caminho começou a chover, o swell estava entrando, foi tão forte a chuva que caiu uma árvore no meio da estrada...ficamos doidos, não tinha como sair do engarrafamento que já estava a quilômetros e detalhe só tem uma rodovia que percorre toda Costa Rica. Ficamos várias horas ali, mas deu tempo de pegar o avião e voltar para casa.

Foram 21 dias onde percorremos todas as praias da costa do Pacífico da Costa Rica. Muitos amigos fizemos e muitas praias surfamos, a vontade é de não ir embora mas viajar é isso...ver, fazer coisas novas e sentir uma dor no coração e tristeza quando se vai embora.

Agradeço do fundo do meu coração ao meu ex-gatinho por ter me proporcionado esse presente enorme de emoções onde conhecemos pessoas super legais, surfamos altas ondas e conhecemos altos picos. Obrigado Martín!